Cinco lições que aprendemos com escolas inovadoras

A inovação pode ser praticada de várias maneiras, não necessariamente relacionadas a recursos tecnológicos ou equipamentos inacessíveis. Ações simples, como propor uma atividade inusitada ou mudar a organização das carteiras, podem ser inovadoras. Veja como algumas escolas estão repensando a forma educar com inovação. As mudanças na educação estão sempre presentes, fazendo com que instituições […]

SM Educação
30 de julho de 2019
A inovação pode ser praticada de várias maneiras, não necessariamente relacionadas a recursos tecnológicos ou equipamentos inacessíveis. Ações simples, como propor uma atividade inusitada ou mudar a organização das carteiras, podem ser inovadoras. Veja como algumas escolas estão repensando a forma educar com inovação.

As mudanças na educação estão sempre presentes, fazendo com que instituições de ensino no Brasil e no mundo coloquem em prática abordagens e metodologias inovadoras de ensino. Esse cenário cria novas perspectivas para a relação entre e professor e alunos, assim como maneiras diferentes de ensinar as crianças das novas gerações.

Como reflexo desse movimento, já temos grandes exemplos de instituições públicas e privadas no Brasil e no mundo que praticam inovação e colhem bons resultados. No Colégio Estadual Chico Anysio, no Rio de Janeiro, uma das iniciativas integra­das ao plano curricular é a inclusão de projetos de cidadania no cotidiano dos alunos para pro­mover uma educação integral. A escola sueca Vittra Telefonplan aboliu os espaços tradicio­nais com salas fechadas e carteiras para investir em pátios abertos coletivos, onde os estudan­tes se reúnem para aprender com projetos. Já a Quest to Learn, nos Estados Unidos, é total­mente baseada na aprendizagem por jogos.

O que essas instituições de ensino têm em co­mum? Algumas práticas que caracterizam o ensino inovador estão presentes em escolas distintas, sejam elas públicas, privadas, nacionais ou internacionais.

Foco nas habilidades do século XXI

As dificuldades de aprendizado do aluno são consequência de inúmeros fatores, entre eles a priorização do desenvolvimento de habilida­des e competências pensadas para gerações que não conviviam com a tecnologia. Escolas que quebram padrões valorizam o pensamento diferente, a criatividade e o espírito empreen­dedor do aluno desde cedo, colaborando para o desenvolvimento das habilidades relevantes para o século XXI.

O aluno é protagonista da aula

Permitir que a classe escolha alguns temas de que mais gosta para estudar, por exemplo, é incentivar o estudante a ter autonomia no aprendizado. Esse voto de confiança estimula o protagonismo dos alunos e os faz ter senso de responsabilidade por seu aprendizado, exerci­tando o conhecimento em lições que têm sen­tido em seu contexto. A abordagem é relevante porque o comportamento independente que é estimulado e a aplicação do conhecimento nas atividades são muito similares aos desafios que eles enfrentarão na vida adulta.

Flexibilização do trabalho do docente

É comum encontrar professores que preferem não utilizar o material fornecido pela escola e propõem novas atividades que não estavam previstas nos planos de aula. As escolas inova­doras incentivam o educador a repensar sua metodologia de ensino conforme o andamento de cada turma, considerando suas peculiaridades e dificuldades. Afinal, cada clas­se é formada por alunos únicos, que aprendem de maneiras distintas e exigem abordagens di­ferentes do professor.

A interdisciplinaridade é transformadora

A convergência de saberes é muito valorizada nas novas metodologias, como na aprendiza­gem por projetos, por exemplo. Os projetos exigem que as disciplinas tradicionais – Língua Portuguesa, Matemática, Ciências, Artes, etc. – sejam diluídas em áreas do conhecimento interdisciplinares. A pedagogia de projetos aju­da a quebrar o estigma de deficiência em dis­ciplinas específicas ao estimular a aplicação do conhecimento diretamente para resolução de problemas e desafios.

Valorização do brincar

Na educação das crianças, o brincar é tão im­portante quanto o letramento em si, especial­mente em um mundo onde a infância é domi­nada por smartphones e tablets. Por isso, a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) defi­ne que brincar é um direito de aprendizagem essencial na Educação Infantil. Não queremos ensinar as crianças a ler e escrever sem que ex­plorem as brincadeiras, os espaços coletivos, a generosidade e o descobrimento de sensações 2

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